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Tradição católica considerada por alguns como um folclore, a Folia de Reis pode ser tida também como uma manifestação religiosa, cultural e/ou artística, de acordo com a perspectiva de quem participa e de quem assiste. De origem europeia, reproduzir os relatos bíblicos sobre o nascimento de Jesus e aqui no Brasil se tornou única pelas ricas influências indígenas e africanas. Ainda pode ser encontrada em diferentes partes do país e do mundo, embora em nossa região seja cada vez mais rara. Em Guapimirim temos a honra de poder assistir todos os anos às singelas e especiais procissões da Folia de Reis Estrela do Oriente!

O grupo foi fundado há mais de 30 anos por José Alexandre da Silva, o Seu Zé, que nasceu no município de Carmo (RJ) e chegou por aqui na década de 60. Com saudade dos cortejos que acompanhou desde criança, Seu Zé decidiu se aproximar de grupos que já haviam em Guapi naquela época, liderados por grandes foliões, como os saudosos mestres Seu Doca, Camanhães, Jessy e Seu Benigue. Mas, com o falecimento dos mais antigos, o carvoeiro decidiu fundar seu próprio grupo. Assim nasceu, em 1987, a Folia de Reis Estrela do Oriente de Guapimirim.

Seu Zé saiu em procissão ao lado dos cinco filhos homens durante quatro anos. Certo dia, já bastante doente, reuniu toda a família e pediu que jamais parassem com a folia. Na frente de todos, elegeu o substituo: o filho João da Silva, o Joãozinho da Folia – que desde a morte do pai se dedica a manter esta tradição viva ao lado da mãe, Dona Dirce, além dos demais familiares e amigos.

O período principal da Folia de Reis acontece entre 24 de dezembro e 6 de janeiro, quando se canta em louvor aos Santos Reis por ruas, bairros e casas da cidade. O grupo chega aos lares de quem o recebe anunciando em versos a chegada dos Três Reis Magos e entoando o nascimento do Menino Jesus próximo ao presépio. A apresentação do palhaço, com danças e rimas engraçadas, significa a aproximação de Herodes e seus soldados. Como agradecimento pelo nascimento de Jesus e o retorno dos Reis Magos a seus locais de origem (Ásia, Europa e África), os moradores oferecem algo para os foliões comerem e beberem. Depois, a procissão volta às ruas para narrar a fuga da família de Cristo rumo ao Egito.

Em algumas regiões há também um segundo ciclo de folia, entre 7 e 20 de janeiro, em homenagem a São Sebastião, sem a participação do palhaço. O encerramento da festividade, chamado de “Festa do Remate” ou “Arremate”, é uma confraternização com muita fartura de alimentos e bebidas, aberta a amigos, familiares, vizinhos e folias convidadas. Durante o ano os grupos se apresentam em encontros e torneios de folias até mesmo em outros estados. Por aqui, a Folia de Reis tem participado com destaque de roteiros turísticos promovidos pela GuapimirimTur, como o Circuito Rural, a fim de se valorizar este importante patrimônio cultural guapimiriense.

 

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